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Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

A Ribeira das Naus

O Paço da Ribeira localizava-se na margem do rio Tejo, na Ribeira de Lisboa, em Portugal.
Consistia num luxuoso palácio real erguido a partir de 1498, por determinação de D. Manuel I, no contexto da descoberta do caminho marítimo para a Índia e do monopólio português do comércio das especiarias do Oriente com a Europa. Foi totalmente destruído no terramoto de Lisboa, em 1755.  No local do primitivo palácio situa-se, hoje, o complexo ministerial do Terreiro do Paço.
Ribeira das Naus foi o nome dado a partir da construção do Paço da Ribeira às novas tercenas que o rei Dom Manuel I mandou edificar a ocidente do novo palácio real, construído sobre o local das tercenas medievais.
No século XVIII, a Ribeira das Naus passou a ser designada "Arsenal Real da Marinha" quando as suas instalações foram construídas no mesmo local, no âmbito da reconstrução da Baixa de Lisboa, depois do terramoto de 1755.
Em 1910, passou a designar-se "Arsenal da Marinha de Lisboa". O Arsenal da Marinha de Lisboa foi desactivado em 1938.
O seu antigo local - cujo acesso ao rio Tejo foi cortado com a construção da Avenida Ribeira das Naus - faz hoje parte das Instalações da Administração Central da Marinha.

A Ribeira das Naus, com as docas Seca e da Caldeirinha,  constituíu  o conjunto dos maiores estaleiros do Império Oceânico Português, servindo de modelo aos restantes que se foram construindo além-mar, nomeadamente às ribeiras de Goa e de Cochim.

A Ribeira das Naus foi recentemente requalificada e atrai actualmente lisboetas e turistas para agradáveis passeios dominicais. A requalificação da Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina, foi um projeto prioritário da Câmara Municipal de Lisboa e da autoria dos arquitectos João Nunes e João Gomes da Silva.
O projeto baseou-se na recriação do sítio que outrora constituiu a Doca Seca cuja origem remonta aos Descobrimentos Portugueses. As obras permitiram devolver ao público a Doca da Caldeirinha, uma estrutura que remonta a 1500 e que está hoje coberta de água, podendo ser atravessada através de um passadiço em madeira e a Doca Seca onde desde o século XVII eram recuperadas embarcações.
A intervenção englobou, pois, a requalificação das infraestruturas enterradas e o avanço da margem, criando uma nova avenida ribeirinha e uma escadaria que é como que a nova praia urbana da cidade.
Em complemento, criou-se um jardim cujos planos relvados, inclinados, recriam a configuração da antiga doca e permitem melhor usufruir o Tejo.
Lisboa ficou ainda com mais encanto e com um novo jardim com vista privilegiada para o rio. Este novo espaço público privilegia o peão e o contacto com o rio.
Se ainda não passeou por este novo espaço público "alfacinha", delicie-se, entretanto,  com as fotos da Ribeira das Naus de ontem (antes de 1940) e de hoje e com o vídeo que se segue.

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Ribeira das Naus

Novo projecto da Ribeira das Naus no âmbito das intervenções da Frente Tejo, S.A.