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Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

COSMOS DISCOVERY

São mais de 200 objetos da NASA e de outras agências espaciais, como a da antiga União Soviética, na exposição Cosmos Discovery, que inaugura esta sexta-feira, 14, junto à Estação Fluvial de Belém, no Terreiro das Missas, em Lisboa. A mostra, que pretende contar o passado, o presente e o futuro da exploração espacial, divide-se em seis galerias que ocupam cerca de dois mil e 500 metros quadrados, numa enorme tenda montada para o efeito.

Os visitantes terão a oportunidade de ver modelos de foguetes, cápsulas, equipamentos, fatos espaciais e até pedaços de asteróides com milhões de anos. Em Cosmos Discovery, poderemos também reviver as histórias de quem andou pelo espaço, como a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ser lançado para o universo, Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelos cosmos, e Valentina Tereshkovae, a primeira mulher a partir numa nave espacial.

Também o chimpanzé americano Enos será recordado, através de uma réplica da cápsula em que viajou, em 1961, a bordo da nave Mercury. Ou o astronauta David Scott, de quem Cosmos Discovery mostra um casaco que usou quando pisou a Lua durante a missão Apollo 15. Não faltam objetos do quotidiano no espaço, expostos nas vitrines da exposição: sacos de comida embalada (doce de pêssego, salada de atum, bolachas de água e sal), as meias de Donald Kent Slayton, o cantil onde Yuri Gagarin levava vodca, pacotes de higiene da Apollo, uma t-shirt usada por William Reid Pogue na viagem ao espaço do programa espacial norte-americano Skylab, três módulos básicos originais da nave espacial soviética Soyuz.

“Assim que entrarem na primeira galeria, as pessoas vão sentir-se num ambiente espacial. E ver as necessidades que eles [astronautas] passavam, entendendo como as coisas funcionavam. Chegam ao fim da exposição e apercebem-se como a exploração espacial é importante para a humanidade”, acredita José Araújo, produtor executivo da empresa World Crew Events e da Cosmos Discovery em Portugal. “Esta exposição pode levar os visitantes a explorar um universo paralelo ao nosso”, acrescenta. É a primeira vez que o foguete Lunar que foi usado nas missões Apollo é exibido fora dos Estados Unidos da América e na mostra estão também partes originais do motor F1 do foguetão Saturno V.

Cosmos Discovery, que começa a sua digressão em Lisboa e vai viajar pelo mundo nos próximos cinco anos, tem ainda mesas de controlo de missões originais e um modelo à escala da nave americana Mercury. E num cockpit de uma nave espacial, onde nos deixam entrar e sentar, será possível imaginarmo-nos astronautas, a viajar pelo espaço.