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Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

Estação de São Bento (Porto)

A Estação de S. Bento, que serve principalmente a linha de ferroviária do Douro, foi construída no local do Convento de S. Bento da Avé-Maria, que foi totalmente demolido para dar lugar a este novo edifício.

A criação de uma estação impunha-se faltando apenas definir o local e uma vez que o Convento se encontrava em degradação a Câmara aprovou o projecto e em Janeiro de 1888 a Direcção dos Caminhos de Ferro foram autorizadas a estudar o prolongamento da linha de Campanhã até às proximidades da Praça da Liberdade.

Assim procedeu-se à abertura dos túneis da Quinta da China, do Monte do Seminário e das Fontainhas. Foi exactamente a abertura destes túneis que ditou a demolição do mosteiro.

Em 7 de Novembro de 1896 chega o primeiro comboio, ainda sem estação, este acto marcou a inauguração oficial da linha férrea.

Contudo a construção da estação como a conhecemos só teve inicio a 22 de Outubro de 1900, estávamos no reinado de D. Carlos e de Dª Amélia que presidiram ao assentamento da primeira pedra da nova estação, que manteve parcialmente o nome do antigo Convento – S. Bento.

Em Agosto de 1915 foram assentados os azulejos na gare da estação. No total 551 m2 de superfície a decorar com os mais belos painéis do género existentes em Portugal.

Cada painel representa uma cena da história nacional. Neles podemos encontrar: a entrada triunfal de D. João I e o seu casamento com Dª Filipa da Lencastre no Porto, em 1386, a conquista de Ceuta, 1415 e o Torneio de Arcos de Valdevez, 1140.

Noutros porém encontramos cenas campestres e aspectos etnográficos como são exemplo a procissão da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, a romaria de S. Torcato, em Guimarães, uma Vindima, a Feira do Gado, uma Azenha, o Transporte do vinho num barco rabelo, no Douro…

No alto das paredes podemos ainda ver um lindo friso multicolor evocativo da história da viação nacional, desde os primórdios até à chegada do primeiro comboio a Braga.

O edifício foi solenemente inaugurado em 1916, está concebido em forma de U, com dois pavimentos que dão para as ruas da Madeira e do Loureiro, estando a fachada principal voltada para a Praça Almeida Garrett.

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Considerada uma das mais bonitas do mundo, a estação de São Bento, no Porto, foi inaugurada a 5 de Outubro de 1916. Motivo para relembrar em sete factos a sua história, o seu presente e o seu futuro

  1. Obra de Santa Engrácia

A construção de S. Bento, no local onde se encontrava o mosteiro de São Bento de Ave Maria, não foi fácil. Era preciso prolongar a linha de Campanhã, longe do centro da cidade e com um elevado movimento de passageiros e mercadorias. O plano de construção para a nova estação foi apresentado em 1887, sofreu sucessivos adiamentos e só em 1896 começou a funcionar de forma provisória e sem gare.

  1. Arquitetura

O projeto da estação terá começado em Paris, quando Marques da Silva escolheu o tema Gare Central para o seu trabalho de fim de curso. Ainda hoje ninguém fica indiferente à fachada de influência francesa, estilo Beaux Arts, sendo uma das obras mais notáveis do arquiteto do Porto.

  1. Os azulejos

O átrio está coberto por 20 mil azulejos Arte Nova, produzidos na Fábrica de Sacavém, da autoria do pintor Jorge Colaço. A maioria relata acontecimentos históricos: do lado esquerdo, o Torneio de Arcos de Valdevez (séc. XII), a apresentação de Egas Moniz com a mulher e os filhos ao rei de Leão (séc. XX); do lado direito, a entrada de D. João II no Porto para celebrar o seu casamento com D. Filipa de Lencastre (séc. XIV) e a conquista de Ceuta pelo Infante D. Henrique (séc. XV).

  1. Partidas e chegadas

Em 1953, era o terminal de comboios Foguete e Rápido do Porto (que partiam de Lisboa). Hoje serve, sobretudo, os comboios urbanos do Porto (linhas do Minho, Douro, Braga, Guimarães, Marco de Canaveses e Aveiro).

  1. A estação (também) é um palco

Habituada a ser cenário de filmes e séries televisivas, a estação de S. Bento é, muitas vezes, palco de concertos-supresa, como aconteceu, em 2014, com os britânicos James, que ali atuaram, gratuitamente, antes dos concertos de Guimarães e Lisboa.

  1. Os prémios

Em 2001, foi nomeada pela revista americana Travel+Leisure como uma das 16 estações mais bonitas do mundo, ao lado da neoclássica Gare du Nord (Paris), de Atocha (Madrid) ou da estação neogótica de S. Pancras (Londres). Em 2014, o projeto de reabilitação dos painéis de azulejos recebeu o prémio Brunel, um dos mais prestigiados na arquitetura ferroviária.

  1. O futuro

Um plano apresentado no início deste ano pela Infraestruturas de Portugal, proprietária da estação portuense, prevê a construção de um hotel e áreas comerciais e culturais, com o objetivo de “valorizar as estações de comboio”. A cafetaria Jeronymo, aberta em meados de setembro último, já faz parte desta nova vida de S. Bento.

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