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Histórias de História

Bem-vindo(a) Este espaço foi criado em 2017 e tem por objectivo de transmitir um pouco de tudo, que o publico desconhece ou nunca ouviu falar. Contudo a história por si é feita de pequenas e grandes histórias, desde factos banais a acontecimentos

Histórias de História

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Mário Soares um ano depois da sua morte

Freitas do Amaral, fundador do CDS, várias vezes ministro e candidato à Presidência, contra Soares, em 1986, fala aqui sobre o antigo Presidente da República, quando se completa um ano sobre a sua morte, a 7 de janeiro de 2017

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Está quase tudo dito sobre o dr. Mário Soares, a quem já chamei 
“o maior político português do séc. XX” (opinião que mantenho).

Liderou nos últimos tempos a Oposição democrática; fundou em 1973 o Partido Socialista; aderiu ao 25 de Abril de 1974; foi ministro dos Negócios Estrangeiros nos primeiros Governos Provisórios, qualidade em que abriu negociações para a Descolonização (que era inevitável) e estabeleceu relações diplomáticas de Portugal com todos os países do mundo; liderou o combate político contra o “gonçalvismo” no Verão Quente de 1975; ganhou as primeiras eleições livres, quer para a Assembleia Constituinte quer para a Assembleia da República; foi primeiro-ministro de três Governos Constitucionais (1976 a 1985); e foi durante uma década Presidente da República (1986-96). Manifestou-se sempre um homem tolerante, mantendo relações muito cordiais com todos os líderes da Oposição, com dirigentes sindicais e patronais, com agentes da cultura e professores universitários, com sacerdotes e bispos, etc. Foi essa tolerância e afabilidade para com todos que permitiu consolidar rapidamente a Democracia em Portugal.

Uma pequena história? Em Agosto de 1977, Soares era primeiro--ministro do I Governo Constitucional, morre o Cardeal Gonçalves Cerejeira, grande amigo de Salazar e apoiante do Estado Novo. Nas solenes exéquias na Sé de Lisboa, Mário Soares comparece de fato escuro e assiste a toda a missa. No fim, à saída, eu (líder do CDS, partido democrata-cristão) agradeço-lhe ter vindo à cerimónia. Resposta imediata dele: “Era o que faltava que não viesse. É assim que devem ser as relações entre a Igreja e o Estado: separação, claro, mas respeito mútuo. Não precisamos de nos hostilizar.”

E ali, porventura pela primeira vez, Mário Soares mostrou ser muito melhor do que Afonso Costa!

 

Por:  Freitas do Amaral

 

Ler mais:  https://acervo.publico.pt/mario-soares

 

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